quando fui falar que te amo
pensaste que aquilo de “conversar”
era para te dar um fora
e fugiste
não foi meu silêncio
foi minha tagarelice
fruto de meu medo de ir
direto e ao ponto
que nos permitiu o desencontro
mesmo após meses de carinhos
que em silêncio fluíram tanto
e quando meus poemas
diretos, obscenos e apaixonados
romperam as barreiras do desencontro
eram como águas carretadas muito
a frente dos bois estéreis que nos tor-
náramos recíprocos
minha tagarelice e teu silêncio
teu medo e meu constrangimento
nesse nosso amor assim eternizado
para nunca, para futuros amantes
para este poema
19/12/2011 ás 10:12 am |
Foi escrito também pra mim, ou melhor, eu me vi absolutamente nua nele…